Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
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Promotoria denuncia quadrilha que explorava vans em Santa Cruz; 7 são presos



Entre os denunciados está uma funcionária do Detran-RJ, que já está presa. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou ao Juízo da 1ª Vara Criminal Regional de Santa Cruz, na zona oeste carioca, uma quadrilha responsável pela exploração ilícita de transporte alternativo no bairro. O bando é acusado de formação de quadrilha armada, roubo, receptação, falsificação de documentos públicos, adulteração de placas e chassis, falsidade ideológica e porte ilegal de armas de fogo.

Desde o início desta segunda-feira (19), agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis cumprem 18 mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Até as 12h, sete mandados de prisão foram cumpridos.

Entre os denunciados está uma funcionária pública do Detran-RJ, que já está presa. Ela era responsável pelas fraudes nas documentações de vans, como o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo.

A investigação da DRFA, com o apoio da Corregedoria do Detran, começou após a prisão em flagrante de um motorista de van que dirigia um veículo com placas clonadas em Santa Cruz. A partir daí, descobriu-se, segundo a denúncia, que, entre junho e dezembro de 2011, os denunciados mantiveram-se associados em quadrilha armada para praticar crimes de roubo e receptação de veículos, adulteração de sinais identificadores de veículos e falsificação de documentos públicos.

A quadrilha, de acordo com o Gaeco, agia com base central em Santa Cruz, com desdobramentos em outros bairros da cidade do Rio e municípios como Mesquita, na baixada; Piraí, no sul fluminense, e São Gonçalo, na região metropolitana.

A denúncia explica que, com a quebra judicial do sigilo telefônico de Pablo da Silva Ruiz - apontado, pelo motorista preso em flagrante, como sendo o dono do veículo -, foi possível identificar os integrantes da quadrilha e suas respectivas funções. Os denunciados utilizavam vans roubadas em outros bairros e municípios, que eram clonadas (com aposição de placas de outro veículo e remarcação do chassi) e tinham o CRLV falsificado para que pudessem circular com a aparência de legalidade.

Os procedimentos de adulteração de placas e chassis e de falsificação de documentos, de acordo com a denúncia, ocorriam em Mesquita. Lá, os integrantes da quadrilha acessavam o banco de dados do Detran-RJ para falsificar os CRLVs e adquirir as placas de forma ilícita junto à empresa credenciada pelo Detran-RJ para confeccioná-las.

Os veículos eram entregues a motoristas de vans, que desconheciam a procedência ilícita, e tinham de pagar uma diária de R$ 120 aos integrantes da quadrilha. Um trecho da denúncia relata que "aqueles que atrasavam o pagamento sofriam sanções consistentes em castigos físicos perpetrados em sessões de espancamento".

Fonte: R7

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