Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
E-MAIL: sandralimaprodutora@gmail.com



Oi, Claro e TIM têm venda de linhas suspensa até melhora em serviços



Uma decisão inédita: a partir de segunda-feira, três empresas de telefonia celular estão proibidas de vender novas linhas. Para normalizar a situação, as empresas Oi, TIM e Claro vão ter de apresentar um plano de melhoria na qualidade dos serviços em até 30 dias. A Agência Nacional de Telecomunicações se reúne com as empresas, porque parece que, muitas vezes, reclamar de um serviço, de um prestador de serviço, não vale a pena, não vai dar em nada. Tomara que isso mude. Na semana passada, planos de saúde que desrespeitavam consumidores foram suspensos. Estão marcadas para esta quinta-feira (19) as primeiras reuniões entre as empresas punidas e a Anatel. Na quarta (18), o presidente da agência explicou que as operadoras têm que ampliar a capacidade das redes para acompanhar o crescimento da economia e da exigência do consumidor por mais serviços. “Os aplicativos sociais, as redes sociais têm exigido cada vez mais serviços, cada vez mais rede para os usuários”, afirma João Rezende. As operadoras de celular têm que apresentar, em até 30 dias, um plano para melhorar a qualidade dos serviços. “Planos que verse sobre três quesitos básicos: melhoria na rede, uma diminuição drástica no número de completamento de chamadas e resolver o problema dos clientes o mais rapidamente no call center das empresas, elas precisam atender bem o cliente”, afirma o presidente da Anatel. Problemas que o consumidor conhece e reclama há muito tempo. “Não consigo completar a ligação”, diz um homem. “Conforme o lugar que você vai não dá nem sinal”, afirma uma mulher. “Está caindo a rede direto, estou ficando sem sinal direto”, conta um rapaz. Enquanto a Anatel não aprovar os planos de melhoria da qualidade dos serviços, a TIM não vai poder vender novas linhas em 18 estados e no Distrito Federal; a Oi ficará suspensa em cinco; e Claro, em três estados, inclusive no mercado do país: São Paulo. TIM, Oi e Claro, juntas, têm 70% da telefonia móvel, que hoje passa de 250 milhões de linhas. Foi a primeira vez que, em uma única decisão, várias empresa foi proibida vender novas linhas. Para especialistas na área de regulação, é uma grande mudança na postura da Anatel. “A Anatel sempre agia em relação a isso, mas adotava uma postura mais processual, partir para multas que, ao final, muitas vezes eram contestadas na Justiça. Com a medida de impacto como essa, se passa para outro ponto de vista que é fazer com que aqueles que já estão utilizando o serviço, possam fazer com mais qualidade, aqueles que vão entrar possam receber um serviço melhor prestado”, afirma Rodrigo Pinto de Campos, especialista em regulação. Em nota, a Oi disse que está investindo R$ 6 bilhões este ano. E que o parâmetro que fundamenta a análise da Anatel não reflete os investimentos para melhorar a rede. A TIM considerou extrema a medida. Informou que já investiu R$ 3 bilhões na expansão da rede e que vai tomar todas as medidas para voltar a operar normalmente. A Claro se mostrou surpresa com a decisão. Também divulgou investimentos de R$ 3,5 bilhões e afirmou que a medida se baseou em problemas pontuais em call centers. Já o Sindicato das Empresas de Telefonia diz que é preciso acabar com as restrições que leis municipais e estaduais impõem à ampliação da infraestrutra das operadoras. “Nós temos aproximadamente 250 leis que restringem nossa implantação de antenas e torres. É exatamente este o ponto que nos dificulta principalmente na necessidade imperiosa de ampliação de antenas pra dar um serviço com a qualidade que a população merece”, explica Eduardo Levy, diretor-executivo do Sinditelebrasil. A operadora Vivo escapou da suspensão e não teve a venda suspensa de linhas.

Fonte: R7

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