Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
E-MAIL: sandralimaprodutora@gmail.com



Possível desativação de autódromo revolta pilotos da Stock no Rio



O decreto da Prefeitura do Rio de Janeiro que permite o uso do espaço do Autódromo Nelson Piquet para fins comerciais e possibilita legalmente a desativação da pista para a construção do parque olímpico dos Jogos de 2016 revoltou os pilotos da Stock Car. Sobretudo os cariocas, que começaram a correr em Jacarepaguá. Ao saberem da possibilidade, os pilotos dispararam contra os políticos pelo descaso com o automobilismo e se mostraram unânimes ao não acreditarem na construção de uma nova pista em Deodoro, cujas obras já deveriam ter começado em 2010. "Não adianta falarem que tem um projeto em outro lugar, em Deodoro. Efetivamente, ninguém viu nada. Como piloto, nunca chegou na minha mão uma planta do autódromo ou a verba foi liberada. Outros estados como Paraná e Rio Grande do Sul têm até três autódromos", lembrou o piloto Cacá Bueno. Já Duda Pamplona deu a entender que vê interesses além da esfera esportiva para a desativação de Jacarepaguá sem que um novo circuito esteja sendo construído: "Comecei no kartódromo, o vi sendo destruído e jamais construíram um novo. É difícil acreditar que vão construir algo se não houver interesse político. Se o prefeito não gosta de automobilismo, não vai fazer. A sensação é de que ninguém vai fazer nada. Não creio que a gente vá correr no Rio em 2013", afirmou. Apesar do decreto da Prefeitura, a etapa marcada para 15 de julho segue ativa, pois não há tempo até lá para que a licitação das obras seja concluída. A Confederação Brasileira de Automobilismo continua estudando formas de fazer prevalecer o acordo judicial que impede o fim de Jacarepaguá sem que um novo autódromo esteja pronto. Cacá Bueno, que é tetracampeão da Stock Car e começou a carreira em Jacarepaguá, desabafou. "O Rio não pode ficar sem automobilismo. É uma vergonha. Sinto tristeza porque fui criado ali, toda a minha carreira foi ali. Sou uma pessoa conhecida no automobilismo porque fui cria daquele terreno. Não é correto destruir nenhuma praça esportiva em detrimento de outra. Imaginem se a gente destruir o Maracanã para fazer um autódromo ou um velódromo ali? Se há necessidade de fazer algo ali, há uma necessidade gritante de se fazer um novo autódromo em outro lugar. O estado não pode ficar sem automobilismo, pelo retorno que dá em trabalhos temporários e permanentes, turismo, divulgação da cidade. O Rio é o cartão postal do Brasil e precisa de um autódromo", disse.

Fonte: Lance Press

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