Zona Oeste terá novo Rocha Faria... em 2014. Até lá, população segue enfrentando problemas na unidade



Os corredores superlotados da emergência, as enfermarias abarrotadas e os gritos de pedidos de socorro vindos das macas não deixam dúvidas: trata-se de um hospital sobrecarregado e que, há anos, não consegue oferecer atendimento satisfatório a seus pacientes. Essa realidade, enfim, foi reconhecida pela Secretaria estadual de Saúde, que anunciou nesta sexta-feira a construção de um prédio para abrigar o novo Hospital Estadual Rocha Faria. A unidade que será erguida na Estrada do Mendanha está prevista para ficar pronta em 2014. Até lá, casos de famílias desesperadas com o atendi mento recebido não param de se repetir no pátio da unidade de Campo Grande.

— Meu sobrinho sofreu um acidente no último dia 24. Teve fratura exposta de fêmur e de cotovelo, além de fratura no maxilar. Foi preciso a mãe dar um escândalo no segundo dia de internação para ele ser operado. Fizeram uma correção provisória e o menino precisa ser operado novamente para a correção definitiva e do maxilar. Até agora, nada. Dizem que ele está anêmico. Mas não tratam a anemia — relata Solange Vieira, de 50 anos, tia de Thiago Costa, de 23 anos.

A mulher se emociona quando conta que o sobrinho sente muita sede e não está tendo forças para levantar um copo de água:

— Só permitem visita três vezes na semana. Quando chego, ele logo pede água. Não pode ter acompanhante e, por isso, não consegue se alimentar direito. Três dias depois da internação, eu e uma enfermeira demos um banho nele e tiramos vários cacos de vidro do corpo dele. Como deixam um paciente assim?

A direção do Rocha Faria informa que o paciente foi submetido a cirurgias de urgência para a fixação provisória das fraturas do fêmur e do cotovelo no mesmo dia da internação, 24 de janeiro. E que, “em virtude do quadro de grave anemia que o paciente apresenta, ainda não foi feita a cirurgia para a fixação definitiva dessas fraturas”. A unidade acrescenta que estão sendo feitas transfusões de sangue e realizando exames para verificações constantes se o organismo já se recuperou da perda de sangue, para então marcar a operação.

A família contesta a informação de que Thiago está recebendo transfusão de sangue.

— Perguntei hoje (sexta-feira) ao meu sobrinho e à enfermeira e eles disseram que não fizeram transfusão de sangue. Quero tirá-lo desse hospital — diz Solange.

Fonte: extra.globo.com

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