Rio estava preparado para enfrentar epidemia de dengue, diz Paes



Prefeito afirma que atendimento aos doentes é satisfatório. Focos estão nas casas e ajuda da população no combate é fundamental.

Um dia após anunciar que a cidade do Rio de Janeiro registra epidemia de dengue, o prefeito Eduardo Paes afirmou, nesta quarta-feira (25), que a cidade já estava preparada para enfrentar a situação.

“A gente vem anunciando desde o ano passado que essa epidemia aconteceria. Então, ficamos felizes que o índice de letalidade seja menor, mas não ficamos felizes tendo uma epidemia”, afirmou Paes.

Segundo a secretaria Municipal de Saúde, a baixa no número de óbitos se deve ao reforço que a prefeitura deu nos pólos de hidratação e ainda ao aumento da capacidade de atendimento na rede básica de saúde. De acordo com Paes, o atendimento aos doentes é satisfatório, mas, se houver necessidade, pode ser ampliado.

Durante evento de comemoração do aniversário de 50 anos do Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara, mais conhecido como Cadeg, Paes também pediu ajuda da população para eliminar os focos do mosquito. “Tem uma parte que é só do governo, que é oferecer os serviços de saúde. Tem outra parte que é uma parceria entre o governo e a sociedade, que é acabar com o foco. A maioria dos focos está dentro da casa das pessoas, então vamos, de novo, chamar atenção para isso”, disse o prefeito.

Inspeções foram intensificadas:

Na manhã desta quarta, o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, ressaltou, em entrevista ao Bom Dia Rio, que as inspeções foram intensificadas, principalmente em bairros que têm registrado grande incidência da doença como Bangu, Realengo, Campo Grande, na Zona Oeste e Madureira, no subúrbio. “A gente fez uma grande inspeção nessas áreas no último final de semana, durante o feriado. Foram milhares de focos destruídos. Foram mais de 600 agentes concentrados naquela região, exatamente para a gente passar um novo pente fino na região”, explicou.

De acordo com o secretário, um número maior de mortes nesta epidemia só não aconteceu porque a prefeitura antecipou as medidas preventivas. “A prefeitura se preparou desde o ano passado, ela vem andando na frente da doença e com isso vem aumentando a sua capacidade de prevenção. Batemos todos os recordes de visitação aos imóveis no ano passado e mantemos o mesmo ritmo esse ano”, garantiu ele, ressaltando que o atendimento também foi ampliado.

“Aumentamos muito a estrutura de atendimento da população, o que faz com que essa epidemia seja a que tenha menos morte na história do Rio de Janeiro, mas a gente precisa continuar trabalhando firme”, disse Dohmann.

O anúncio da epidemia de dengue indica que a cidade entrou num estágio em que há mais de 300 casos da doença por cada grupo de 100 mil habitantes e esse número é crescente. Do dia 1º de janeiro até 21 de abril de 2012, foram registrados 50.016 casos e 12 mortes pela doença na cidade.

Em uma semana, o número de casos na cidade do Rio aumentou em quase 10 mil. O balanço anterior, com registros feitos até 14 de abril, contabilizava 40.252 casos.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, mesmo vivendo uma epidemia o número de mortes é inferior ao do ano passado e também aos outros anos quando houve o surto da dengue.

Sobre a capacidade dos pólos de atendimento da doença, segundo Hans Dohmann, foi ampliada. “A gente aumentou a capacidade de atendimentos dos pólos em 30% nessas e em outras regiões e estamos pedindo ajuda da população, principalmente nessas áreas.

Fonte: g1.globo.com

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