Preso no Rio suspeito de vender pacotes de turismo falsos pela web



Segundo a polícia, ele criou quatro sites falsos de agências de viagens. Agentes marcaram encontro com o suspeito pelo Facebook

Um suspeito de vender pacotes de turismos falsos pela internet foi preso em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O acusado, de 27 anos, foi preso por agentes da 12ª DP (Copacabana), na tarde de quinta-feira(12), e é investigado em quatro inquéritos, conforme mostrou o RJTV.

"Conseguimos, através do Facebook, fazer um contato com ele, dizendo que a gente tinha interesse de fazer uma negociação com ele, de fazer um contrato com ele. Ele se interessou pelo contrato e, no local, marcado pela gente, nós o prendemos", disse o delegado Márcio Mendonça, ressaltando que o homem agia em pelo menos outros dois estados.

De acordo com a polícia, o suspeito criou quatro sites falsos de agências de viagens, que ofereciam pacotes de turismo no Rio. Em apenas um deles, ele conseguir vender 103 pacotes.

Para ajudar a divulgar os pacotes, ele publicou em uma das páginas o vídeo que foi usado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para a escolha da cidade sede das Olimpíadas de 2016.

Vítimas em três estados Ainda segundo a polícia, o suspeito fez vítimas em pelo menos três estados e tinha um mandado de prisão por estelionato, expedido pela Justiça de Minas Gerais.

“Nós acreditamos que, agora, com a prisão dele, primeiro, vai cessar a prática do crime. Segundo, várias pessoas vão aparecer, agora, como vítimas, o reconhecendo pela prática de outros crimes”, explicou o delegado.

Um operador de uma agência de turismo em São Paulo caiu no golpe. Para levar um grupo de 20 pessoas ao Rio, ele depositou a metade do preço combinado, R$ 3 mil

“Mas no Rio de Janeiro, no caso, não teve o passeio. Aquilo que foi desejado pelos passageiros, infelizmente, não foi cumprido”, explicou Pedro Guimarães.

O suspeito, no entanto, se defende. “Eu posso sim ter feito, ter deixado de fazer algum trabalho. Mas, nesse caso, o cliente entra em contato comigo, que é feita devolução”.

Especialista em marketing digital, Diogo Azevedo explica que os clientes devem desconfiar quando há cobrança prévia do valor do pacote.

“As empresas que costumam fazer o comércio on-line trabalham com forma de pagamento através de boleto bancário, cartão de crédito. E sempre desconfie quando eles solicitam 50% ou qualquer tipo de adiantamento via depósito bancário”, disse Azevedo.

Fonte: g1.globo.com

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