PMs detidos por integrar a Liga da Justiça são expulsos



Oito policiais militares, acusados de envolvimento com a milícia Liga da Justiça — apontada como responsável por mais de 90 mortes na Zona Oeste, principalmente em Campo Grande —, foram excluídos da corporação. Eles foram presos em 2009, durante a Operação Têmis, desencadeada pela Missão Suporte da Polícia Civil para desarticular o grupo paramilitar e sufocar as finanças da milícia.

A informação sobre expulsão dos praças foi publicada quarta-feira no boletim interno da corporação, que divulgou outro caso de crime envolvendo PMs que chamou a atenção: um sargento foi expulso por tentar furtar um relógio de uma loja no Centro, avaliado em R$ 2.630.

O Conselho de Disciplina que decidiu pela expulsão foi concluído após longa averiguação do processo gerado pela Operação Têmis. Alguns foram condenados a cerca de nove anos de reclusão. Em 2009, os militares foram presos por mandados de prisão preventiva, acusados de formação de quadrilha.

Mesmo diante da absolvição de alguns acusados no processo judicial, a PM prosseguiu com a averiguação. Na decisão do Conselho de Disciplina, foi avaliado que os réus violaram a ética e o dever do PM, e que estavam incompatíveis com o exercício da função. “Mesmo tendo conhecimento da existência de grupos paramilitares denominados milícias (...), vieram a ter seus nomes vinculados a tais quadrilhas; gerando e propagando danos à imagem da PM junto à sociedade”, diz A publicação descreve as alegações de defesa de cada réu. Outros três submetidos ao conselho não foram expulsos, um deles porque morreu. Foram excluídos: os sargentos Ricardo Carvalho dos Santos, Alonso dos Santos Olanda, João Carlos de Oliveira Antunes; os cabos Ivilson Umbelino de Lima, Flávio Mendes Augusto, Kennedy Graciano Albuquerque; os soldados Júlio César Ferraz de Oliveira e Airton Padilha de Menezes.

Operação para desarticular a milícia:

A Operação Têmis foi um dos maiores golpes da polícia para desarticular a milícia, na época liderada pelo ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman. Alguns dos mandados de prisão eram para os irmãos e ex-políticos Natalino e Jerônimo Guimarães, acusados de liderar o grupo.

A ação teve três fases, no segundo semestre de 2009, e prendeu 173 pessoas acusadas de envolvimento com o grupo paramilitar. A Operação Têmis elucidou 58 assassinatos, além de apreender mais 1.400 veículos, 41 armas e mais de 700 máquinas caça-níqueis.

Fonte:odia.ig.com.br

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