Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
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Mulher quer convencer operário ferido por vergalhão a deixar obras



Se depender do desejo da mulher do operário que sobreviveu após ser ferido por um vergalhão em uma obra na Zona Sul do Rio, Eduardo Leite vai abandonar a construção civil e se dedicar à culinária. Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (3), Lilian Regina da Silva, de 23 anos, contou como foi o primeiro final de semana do marido com a família e afirmou que pretende persuadi-lo a mudar de profissão. “Não vou ficar tranquila se ele sair de casa para voltar a trabalhar em uma obra. Vou ficar sempre com isso na cabeça. Não vou ter tranquilidade e vou ficar muito apreensiva”, afirma Lilian Regina da Silva, de 23 anos, esposa do operário. Segundo Lilian, Eduardo pode voltar a ser auxiliar de cozinha, como era há quatro anos, antes de trabalhar na construção civil, ou ainda fazer um curso profissionalizante em alguma área de seu interesse. “Tem tanta coisa que ele pode fazer. Vou conversar muito com ele. O Eduardo é teimoso, mas vou tentar convencê-lo”, diz Lilian, lembrando que ainda não é possível dizer se o marido ficará com algum tipo de seqüela em função do acidente, mas que o trabalho em um canteiro de obras não será a melhor opção daqui pra frente. “Trabalhando numa cozinha ele não pega sol na cabeça”, diz Lilian. De acordo com Lilian, Eduardo se recupera bem e parou de tomar os antibióticos no domingo (2). “Ele está muito feliz ao lado dos filhos e começou a caminhar com mais facilidade no final de semana. A psicóloga pediu para observar o comportamento dele, mas até agora não percebi nada diferente. O médico recomendou que ele faça tudo devagar, pois o cérebro está se readaptando”, explicou a esposa. Desde que sofreu o acidente, no dia 15 de agosto, esse foi o primeiro final de semana que o operário passou em casa ao lado da família. Segundo a esposa, ele ficou muito feliz de ficar com os filhos, um de 4 anos e outro de 1 ano e 9 meses. “As crianças estão mais felizes com a presença do pai”, contou a mulher. Nos próximos três meses, Eduardo precisará retornar ao Hospital Municipal Miguel Couto a cada 15 dias para ser submetido à avaliação médica. A família do operário ainda decidiu contratar um advogado para resolver as questões previdenciárias e definir se processará ou não a empresa A K Mendes e a construtora PDG. De acordo com o advogado Leonardo Branco de Oliveira, todos os fatos envolvendo o acidente com o operário estão sendo analisados. “É tudo muito recente. Preferi deixá-lo descansar, para conversarmos no decorrer desta semana. Estou analisando toda a situação, mas tudo indica que houve uma falha de segurança. A empresa é responsável pela segurança do empregado que ela contrata”, explicou o advogado, destacando que pode processar não só a empresa em que Eduardo trabalha, como também a construtora.

De acordo com a A K Mendes, empresa terceirizada que presta serviços para construtora PDG, a família do operário está recebendo toda a assistência necessária. A empresa também informou que Eduardo usava todos os equipamentos de proteção individual e que nenhuma irregularidade foi constatada na obra pelo Ministério do Trabalho, que esteve no local após o acidente. Leia a íntegra da nota: "A K Mendes, empresa terceirizada que presta serviços para a PDG, esclarece que continua prestando toda a assistência necessária ao seu funcionário, Sr. Eduardo Leite, e à sua família. Uma equipe da K Mendes vem acompanhando o operário e sua família desde a ocorrência. Além disso, as despesas relativas ao transporte, durante o período em que esteve no hospital, e ao equivalente à cesta básica estão sendo custeadas pela empresa terceirizada. A K Mendes também entregou toda a documentação necessária para que a família do operário receba o auxílio do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS). A PDG informa que supervisiona a assistência fornecida pela K Mendes e ressalta que, no momento da ocorrência, o operário utilizava todos os equipamentos de proteção individual e que o Ministério do Trabalho e Emprego esteve presente na obra e não constatou nenhuma irregularidade na proteção aos operários e nos equipamentos".

Fonte: G1

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