Ministro visita Centros Especializados de Atendimento à Dependência Química (CEADQ), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.



Meta é criar mais 100 leitos para pacientes na cidade. Alexandre Padilha conheceu projetos e falou com dependentes

Após anunciar medidas para ajudar no combate ao crack, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou na tarde desta sexta-feira (13) um dos Centros Especializados de Atendimento à Dependência Química (CEADQ), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Acompanhado do secretário municipal de assistência social Rodrigo Bethlem, o ministro conheceu os projetos, conversou com os dependentes e reafirmou a meta do ministério é criar mais 100 leitos para dependentes químicos no Rio de Janeiro. "Uma das ações deste acordo é termos neste ano ainda mais 100 leitos de acolhimento como esse para crianças, adolescentes e adultos. Se a gente tiver 100 leitos a mais até o final do ano, isso vai significar dobrar o número de leitos de acolhimento na cidade do Rio de Janeiro", afirmou Padilha. Segundo Bethlem, atualmente há 178 leitos distribuídos em quatro centros para dependentes químicos.

"O Ministério da Saúde quer ajudar o município do Rio de Janeiro a expandir e melhorar essa rede de cuidados a dependentes químicos, sobretudo crianças e adolescentes. Esse é um tipo de equipamento que interessa ao Ministério da Saúde, porque combina saúde e assistência social", continuou o ministro.

Padilha afirmou ainda que, além da desintoxicação, o objetivo dos centros também é reintegrar o jovem dependente a família. "É fundamental reconstruir o projeto de vida dessas crianças. É uma possibilidade dele voltar a ter contato com a família e voltar a estudar. O tratamento do crack é um tratamento contínuo e poder estar acolhido num espaço como este e não na rua pode contribuir muito para a saída da dependência química".

O Centro Ser Criança atende 44 menores, sendo 22 crianças e 20 adolescentes, que são acolhidos em operações da prefeitura. Segundo o Vatusy Ramos, coordenadora da instituição, os dependentes recebem atendimento psicológico, médico, educacional e participam de atividades esportivas e artísticas. Ela disse que o Ser Criança foi criado em 2009 e já trabalha com a sua capacidade total.

“Aqui os meninos são a prioridade, eles recebem todo atendimento necessário para ajudar no combate a dependência química. Quando chegam aqui eles passam por uma bateria de exames, são avaliados e medicados, já que alguns chegam com algum tipo de doença”, disse a coordenadora.





Fonte: g1.globo.com

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