Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
E-MAIL: sandralimaprodutora@gmail.com



Remédio fraco, Malária forte



Com cerca de 1,2 milhão de vítimas fatais por ano, a malária é uma das doenças infectocontagiosas que mais matam no mundo. E o combate ao protozoário que causa a doença, o Plasmodium falciparum, está cada vez mais difícil para africanos e asiáticos. O motivo? Remédios de quinta categoria, diz uma pesquisa publicada mês passado na revista The Lancet.

O estudo mostrou que 36% dos 1.437 medicamentos para malária analisados na Ásia entre 1999 e 2010 eram falsificados. O mesmo foi observado em 20% das amostras colhidas na África. Geralmente, a dosagem do princípio era insuficiente para matar os parasitas geneticamente mais fortes. “Tomar dosagens baixas do remédio certo é pior que tomar pílula de farinha”, diz o infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo. O efeito é parecido com o parar com os antibióticos antes do prescrito. Com o tempo, a resistência do parasita se alastra e os medicamentos perdem a eficácia. No Brasil, onde a malária vem diminuindo lentamente e está praticamente restrita à Amazônia legal, o risco de isso acontecer é baixo. Os remédios são controlados pelo SUS, que centraliza a distribuição (gratuita) e previne a entrada das drogas falsificadas.

Fonte: Galileu

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