Daiene Cardoso
Correspondente da TV LOKAL em Paciência
20 Anos
Estudante de Comunicação Social na Castelo Branco - Campus Realengo, RJ
E-MAIL: daiene.dsc@globomail.com



Lixo contamina lagoas da Zona Oeste do Rio e prejudica pesca



Lagoa da Tijuca é a 2ª maior do Rio e a mais contaminada por esgoto. Biólogo considera a poluição um descompromisso do poder público. Um patrimônio natural do Rio de Janeiro está ameaçado pelo lixo. São cinco lagoas da Zona Oeste interligadas. Elas recebem água de vários rios que cortam a cidade e se comunicam com o mar pelo canal da Joatinga. Somente na baixada de Jacarepaguá, são 14 km de lagoas. A falta de saneamento básico prejudica a pesca e a qualidade do meio ambiente.

O RJTV lançou neste mês a campanha "Rio + limpo", que discute o impacto do lixo na cidade.

“A gente parava de pescar porque não tinha nem para quem vender. Isso tudo terminou. Hoje não está dando peixe. Consegui pescar nada, só lixo mesmo. Aqui está bom para pescar sofá, pneu e gigoga. Tudo, menos peixe”, disse um pescador.

A lagoa da Tijuca é a segunda maior do Rio e a mais contaminada por esgoto e por todo lixo. Sofás, pneus e garrafas pet disputam o espaço com peixes e vegetais: “Esse borbulhamento são os gases sulfídrico e metano, que indicam a completa ausência de oxigênio no fundo da lagoa. Aqui não tem mais vida”, disse o biólogo Mário Moscatelli.

Moscatelli considera a poluição das lagoas um descompromisso do poder público: “Ocupação desordenada da bacia hidrográfica e falta de saneamento básico. Infelizmente estamos chegando ao século 21 com o paciente praticamente morto”, explicou ele.

De acordo com especialistas, a lagoa da Tijuca está assoreada, não tem mais profundidade, por causa de tanta sujeira acumulada no fundo. As lagoas têm uma função estratégica para a cidade: ajudam a escoar a água da chuva até o oceano, e assim, evitam enchentes.

Tudo começou com a ocupação desordenada das margens e a chegada dos grandes condomínios na Barra da Tijuca. São prédios imensos que até hoje usam a lagoa como depósito de esgoto.

Mais de seis toneladas de lixo Atualmente, o que se pesca nessas águas não é peixe. Quem tira o sustento dos rios que desembocam nas lagoas são os catadores de lixo. Segundo Leonardo Batista de Jesus, vice-presidente da cooperativa Cidade de Deus e presidente da Federação das cooperativas de catadores, entre os materiais encontrados na lagoa estão garrafas pet e alumínios: “Tem mês que chega de três a seis toneladas, tem mês que vai de oito a nove toneladas”, completou ele.

O Rio de Janeiro é uma das capitais que mais geram lixo público no país. A Comlurb recolhe mais de um milhão de toneladas de lixo das ruas e das praias da cidade por ano. Significa que em média cada morador deixa nas ruas meio quilo de sujeira por dia. O lixo jogado nas ruas entope os bueiros, provoca alagamentos ou vai para os rios e chega até as lagoas.

FONTE: g1.com.br

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