Daiene Cardoso
Correspondente da TV LOKAL em Paciência
20 Anos
Estudante de Comunicação Social na Castelo Branco - Campus Realengo, RJ
E-MAIL: daiene.dsc@globomail.com



Falta de planejamento e crescimento imobiliário prejudicam lagoas do Rio



Segundo Alerj, 2 mil litros de esgoto são jogados no mar por segundo. Revitalização das lagoas está prevista para antes das Olimpíadas de 2016.

Em locais onde houve grande crescimento imobiliário no Rio de Janeiro, a poluição e a emissão de esgoto aumentaram bastante recentemente, afetando as águas do mar e das lagoas. Nesta quinta-feira (22), quando é celebrado o Dia Mundial da Água, imagens mostram os problemas enfrentados pelas lagoas na Zona Oeste da cidade com a falta de planejamento.

De acordo com a Comissão de Saneamento da Alerj, a região que engloba os três bairros produz 4 mil litros de esgoto por segundo, enquanto apenas metade desse volume é tratado.

A Cedae informou que são tratados 1,6 mil litros de esgoto por segundo antes do despejo no mar, que é feito pelo emissário submarino da Barra. Apesar disso, segundo a empresa, o emissário tem capacidade para lançar 3,2 mil litros por segundo.

A Cedae afirmou ainda que, nos próximos quatro anos, todas as casas e prédios de Barra, Recreio e Jacarepaguá vão estar ligados à rede coletora.

“Chegaremos em breve a 100% na Barra da Tijuca. Há um projeto também, finalizando, no Recreio dos Bandeirantes e um conjunto de outros em Jacarepaguá. (...) As obras que tão sendo executadas, inclusive elevatórias, preveem o crescimento daquela região para os próximos 25 anos”, afirmou o presidente da Cedae, Wagner Victer.

Os bairros Recreio, Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na Zona Oeste, concentraram 60% dos novos empreendimentos imobiliários lançados em 2011 na cidade. Segundo a associação que representa as empresas do setor, em 2011 foram lançados 15 mil novos projetos, contra 9 mil, em 2010, e 7 mil, em 2009.

A Secretaria de Ambiente informou que o projeto para desassorear e revitalizar as lagoas faz parte do caderno de encargos das Olimpíadas de 2016 e as obras devem começar no segundo semestre deste ano. O projeto está orçado em R$ 550 milhões. O governo do estado já pediu recursos ao Ministério das Cidades

Desassorear e revitalizar as lagoas fazem parte do caderno de encargos das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. O projeto está orçado em R$ 550 milhões e o governo do estado já pediu recursos ao Ministério das Cidades. As obras devem começar no segundo semestre deste ano.

FONTE: g1.com.br

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