Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
E-MAIL: sandralimaprodutora@gmail.com



Jardim Anil: Um exemplo a ser seguido



O Jardim Anil foi criado no ano de 2.000 , para abrigar moradores do Canal do Anil que cederam suas casas para a construção das obras da calha do Rio Anil, e situa-se ao final da Estrada Curipós, no Anil, em Jacarepaguá.

Com 220 casas, e com aproximadamente 1.000 moradores, abriga famílias com renda média de 2 salários com 4 filhos, e possui razoável infra estrutura de água, luz, esgoto e telefone. o bairro possui uma invejável área de lazer, com campos de futebol society e quadras de vôlei, basquete, pista para corrida e extensa área gramada, usada para eventos comunitários. Possui também uma área edificada com 182 m2, usada como sede, com salão, cozinha, banheiro e duas salas em fase de acabamento e laje pronta para ser edificada.

Diversas atividades foram e são desenvolvidas no local tais como ginástica para terceira idade, vôlei, futebol, dança de salão, agentes de saúde, artesanato, reciclagem de garrafas pet e outras programadas para breve, bem como futuros cursos de capacitação ao mercado de trabalho No terreno ao lado, numa área de 14.000m², destinado a Fundação Parques e Jardins existe uma Horta Orgânica, implantada pela AMAJA em 2006, com orientação da Rio Hortas, através do Projeto Horta Escola da FPJ.

Existe também uma mina de água e um lago já com peixes. O projeto capacitou moradores para a montagem das primeiras pilhas de compostagem e posteriormente o plantio dos primeiros módulos de batata doce e aipim. Hoje com 22 módulos com 4 canteiros cada, e uma produção esperada de 500 kg por semana. Foi implantada uma equipe com 5 moradores para trabalharem no Projeto Hortas Cariocas, da Secretaria do Meio Ambiente, recebendo orientação e supervisão dos técnicos da Horta Escola.

Fazem parte do modelo sustentável de projetos de mini usinas de reciclagem, crédito orgânico e economia solidária, pois criou-se uma equipe de 30 mini jardineiros, meninos moradores, que ensinam para a família e amigos a importância de reaproveitar as sobras e cascas orgânicas para o processo da compostagem, que vai adubar a horta de maneira racional, econômica e ecologicamente correta. Cada garrafa PET de 2 litros cheia de restos orgânicos domésticos é trocado por um "crédito orgânico", ou seja, um pé de alface, uma abóbora, rabanetes, enfim, uma troca pela verdura ou legume que estiver sendo colhido.

Por ser uma comunidade pequena e unida, projetos dessa natureza são facilmente implantados, porque os resultados são visíveis e palpáveis aos moradores. Esse bairro pode perfeitamente se tornar "modelo" para outras comunidades e receber dessa forma, alguns incentivos, que existem, mas não são carreados por falta de projetos.

Fonte: UOL

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