Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
E-MAIL: sandralimaprodutora@gmail.com



Usar roupa apertada aumenta o risco de infecções nas regiões íntimas



Além da infecção causada por esse fungo, há outras duas que são as mais comuns, causadas por diferentes bactérias, como a Gardnerella e pelo protozoário Trichonomas, como mostrou o infectologista Caio Rosenthal. Todas essas infecções causam corrimento na mulher, mas a cor da secreção pode dar uma dica de qual é a infecção. O fungo Candida, por exemplo, tem o corrimento esbranquiçado e pode causar coceira. Já o Trichomonas causa corrimento amarelado, com ardor e vermelhidão na mucosa vaginal, e a Gardnerella dá corrimento acinzentado, com um odor desagradável. No caso do fungo Candida, ele é responsável por 20 a 25% dos corrimentos genitais infecciosos e pode ser encontrado em diversas partes do corpo. Em situações de estresse, doença, excesso de calor e umidade, esse fungo pode se proliferar além do normal, o que provoca coceira, desconforto e o corrimento.

É importante alertar que mesmo mulheres virgens também podem ter essa infecção, o que não é o caso da infecção por Trichonomas ou Gardnerella, que são doenças sexualmente transmissíveis. Um dos sintomas dessas infecções são também os gânglios, que aparecem principalmente na virilha, na axila e no pescoço. Eles têm o tamanho de um grão de feijão e incham quando há uma infecção. Esse inchaço é um alerta de que algo está atacando o organismo, segundo o infectologista Caio Rosenthal.

Higiene Cuidar das regiões íntimas é importante, mas o excesso pode ser um problema. Lavar com água e sabão muitas vezes ao dia pode causar um desequilíbrio na quantidade de microorganismos e favorecer a invasão de outros mais oportunistas. A recomendação é que essa região seja higienizada apenas uma vez ao dia. Para as mulheres, o uso do absorvente também deve ser administrado da maneira adequada. A eficiência e a segurança desses produtos depende do período em que ele é utilizado - os médicos recomendam trocá-lo em, no máximo, até 4 horas.

Há dois tipos, os externos e os internos, que podem ser escolhidos de acordo com a situação. A cobertura de algodão dos absorventes externos é mais suave para a pele, mas os internos permitem que a mulher faça movimentos mais amplos. Algumas mulheres reclamam de dor ao usar o absorvente interno, mas isso é sinal de má colocação. Ele é colocado em uma região sem nervos, o colo do útero, e por isso não causa dor. Além disso, como ele absorve o fluxo antes de sair do corpo, evita também odores e manchas.

Fonte: Globo.com

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