Sandra Lima
Correspondente da TV LOKAL em Jacarepaguá
Produtora de Audiovisual
E-MAIL: sandralimaprodutora@gmail.com



'Gonzaga era um Chaplin', diz diretor de longa sobre o Rei do Baião



Terminada a sessão especial do filme “Gonzaga – De pai para filho”, promovida para amigos e equipe num cinema da Zona Sul do Rio, Breno Silveira é um dos primeiros a sair da sala. O diretor do longa, escolhido para abrir a 14ª edição do Festival do Rio na noite desta quinta-feira (27), no Cine Odeon e no CineCarioca Méier (antigo Imperator), simultaneamente, não se contém. “Vou chorar a cada vez que assistir ao filme”, desabafa Silveira sobre a produção orçada em R$ 12 milhões e que levou sete anos para chegar às telas. “Cada vez que me aprofundava nesta trajetória, descobria que Gonzagão é muito maior do que eu tinha imaginado. A quantidade de histórias sobre ele não caberia em quatro ou cinco filmes. Luiz Gonzaga era um Chaplin, um gênio. Desenhava as próprias roupas, inventava passos de dança, tinha uma noção absurda de ritmo. Nos anos 50, já entendia o que viria a ser o show business. Enquanto as apresentações se limitavam a Rio de Janeiro e São Paulo, Gonzaga criou as turnês nacionais", destaca. Mais do que a cinebiografia de Luiz Gonzaga (1912-1989), o longa destaca a tortuosa relação afetiva entre o Rei do Baião e seu filho, o também cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991). Uma história envolvendo duas pessoas que, segundo o cineasta, colocaram suas vidas nas canções que gravaram. "Isso é o mais importante, pois as músicas nos meus filmes não são só trilha, são enredo. Contam uma parte da história. E, de alguma forma, também preciso me inspirar nelas para filmar", diz Silveira. "Pois não é apenas a biografia que me encanta. Acho que todos esses filmes apenas biográficos, sem um drama forte, acabam virando produções 'chapa branca'", conta o cineasta, também diretor do blockbuster brasileiro "Dois filhos de Francisco", sobre a dupla Zezé Di Camargo & Luciano, e "À beira do caminho”, road movie inspirado nas canções de Roberto Carlos.

Fonte: G1

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