Imagens no Hospital Rocha Faria, no Rio, mostram atendimento precário



Nos corredores, doentes em macas dividem espaço com quem está na fila. Hospital diz que foram atendidas 783 pessoas, quando o limite seria 120.

Imagens feitas por celular na segunda-feira (16) no Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, mostram a precariedade no atendimento: nos corredores, pessoas em macas dividem espaço com quem está na fila, à espera de atendimento; uma mulher, que carrega o próprio soro nas mãos, precisa se desviar para caminhar entre pacientes amontoados. Em alguns locais, não há mais onde pôr gente, pois os leitos estão espalhados.

Este é o retrato que o RJTV mostrou nesta quarta-feira (18) de uma das principais unidades de saúde da Zona Oeste da cidade. No pátio do hospital, há um congestionamento de ambulâncias, e na porta da emergência, filas e muitas queixas

A direção do hospital informou por meio de nota que a procura nesta quarta está sendo maior que capacidade de atendimento e, na segunda-feira, quando as imagens foram feitas, a emergência teve 552% mais atendimentos do que sua capacidade: foram atendidas 783 pessoas, quando o limite máximo seria 120.

Nesta terça, Terezinha desistiu do atendimento, não pela demora, mas porque foi informada que não havia médico para avaliar o machucado no rosto, provocado por uma queda em casa. Acompanhada das filhas, era a segunda unidade onde ela procurava atendimento.

Maria Catarina, pela segunda vez em menos de um mês, acompanhava o sobrinho, vítima de um acidente de moto.

“A situação é muito difícil. É muito cheio lá dentro, não tem espaço para as pessoas”.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, afirma que o problema da saúde na região é crônico:

"Na verdade, essa é uma realidade que se repete diariamente na rede pública de saúde. Temos um problema sério com relação às outras redes, de assistência preventiva e outros procedimentos. E a porta da emergência acaba se tornando a única porta de entrada do paciente grave ou não grave".

A Secretaria Estadual de Saúde informou que estuda a ampliação do atendimento de emergência no Zona Oeste com a construção de um novo Hospital Rocha Faria por meio de parceria público-privada. O hospital deverá ser construído num terreno do governo do estado, na Estrada do Mendanha, e será três vezes maior do que o Rocha Faria, com a capacidade de atendimento aumentada em 400%.



Fonte:g1.globo.com

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